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Vem, e cala teus gemidos em minha boca
Faminta
Abandona toda tua fúria em mim
Agora
E eu deixo que me açoite a alma
Diluída nestes desejos selvagens
Inteira entregue em tuas mãos
Quero dar-te...
A dança da fome e do desespero
Serpentear em ti
Sobre ti
Exalando para ti o meu cheiro de rosas
Nada tão puro
Nada tão santo
Profano inconfesso verbo que arde
Pulsa-me...
Inflamada atrevida
Para sempre por ti ser cobiçada
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