>>>

Não cabem mais palavras
Nem o som, nem a luz, nem o ar...
E as portas trancadas
Sem brechas, nem frestas
Escondem de mim aquele lugar
(seguro) aonde a alma repousava
Desfazendo-se, lentamente
Diante dos meus olhos,
Como o portal do tempo.
E um relógio que conta pra trás
Não atravessa as horas
Desse desespero
Que não pára, não pára...
E aquela mão generosa
Agora repousa no peito, agressiva
A espreita,
E de um golpe só(eu sei) sem dó ou piedade
Ignorando todo lamento, todo grito
Arrancar meu coração pra fora
E quase no fim, o fio da vida

agonizante suplica...
Posso ir agora?


Anjo de Mim -Lanayash , BSB -12012010 - 01:26