É estranho depois de tudo,mas gosto dessa solidão,desse silêncio que se fez agora.
Mais um trago, “Halestorm” e tantos pensamentos...
A essência está na partilha, na cumplicidade,ainda que nas entrelinhas ...é isso que mantém a chama de qualquer coisa acesa que tente reduzir-se a pó.É difícil aceitar o que não pareça normalidade diante de nós mesmos,diante do que nos grita, agindo como um antídoto inverso.Aquilo que quanto menos se dar,mais se tem.Me rendo a esse momento e me pergunto até onde eu posso distribuir minhas fraquezas e continuar a me sentir resguardada no fato de que “se sinto verbalizo”,e me sentir acolhida, sem ter que me magoar por isso ? No começo do dia de hoje eu era mais corajosa. A verdade é que não sei muito bem para onde estou enviando meu coração neste momento e principalmente (por quê ?).Me traga inteira a renuncia de sonhos , a renuncia de um instante sequer de qualquer coisa que não seja eu ...me traga inteira o seguir contínuo sem um olhar para trás,lá aonde eu também permaneço forte, e sei que de um minuto ao outro será o que tem que ser ...lembrança.Embora caminhando a passos largos, desprovida de inteiros,movida pela insensatez dos dias,das horas...pela insensatez da vida,da alma que adormece pra não sentir,não querer, não transbordar...
Não, eu não me sinto entre grilhões e nem é dor isso de agora ...mas um sentimento rendido á tristeza de que aqui e agora eu preciso ir por outro caminho que não esse,outras escolhas,outras,outra....
Trago o fogo nas mão.
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