Devoram-me olhos em desassossego
Sôfregos, imersos... sem ilusão
Que eu não perdôo a indecência
De palavras equivocadas
Nem o atrito desigual
De um mesmo sentir em vão
Alquimia de santos, deleite insano, estúpidas mentiras cruéis ...odeio!
Gira o mundo em círculos
Devorando o infinito
Dessa nau condenada
Salta um desejo... desatando os nós dos devaneios
Podem cair raios, gritar anjos
O céu se abrir, secar rios,oceanos, lagos...
Morrer de sede
Que eu não perdôo
Um coração que não sabe ser amado.

Sem perdão -19042010-01:58