Não é a fome das palavras,nem a urgência de qualquer que me traz aqui nesta madrugada... apenas me acostumei a esta hora de estar aqui, porém desenhar estas palavras tem sido difícil neste momento .
O que posso eu oferecer ante um querer feito de dor?
O que posso eu senão oferecer-me inteira(ainda que metade), intensa pra tudo que agora me precisa?
Quis eu nascer ave,é verdade... e ter a vida breve, e saber-me feliz também é verdade ...mas o tempo açoita como quem diz : é a tua paga.
Neste momento não suporto os meus pensamentos,tento fugir deles e o que sinto me consome tanto quanto o meu pranto ... Dear Samir,é uma luta estar cercada de gente e coisas essenciais e ainda assim, sentir-se só. E agora que penso ter tudo que julgo me ser possível nesta vida,porque me sinto sem o meu pé esquerdo ? Perdida e só num mundo estranhamente belo...e absolutamente inútil (pra mim).
09042010 - 00:57




