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Cala-te,(feche os olhos e não...não digas nada).
a luz arde entre os lábios,
e o amor não contempla, sempre
o amor procura, tacteia no escuro,
essa perna é tua?, esse braço?,
subo por ti de ramo em ramo,
respiro rente à tua boca,
abre-se a alma à língua, morreria
agora se mo pedisses, dorme,
nunca o amor foi fácil, nunca
também a terra morre.
Eugenio de Andrade
Emprestei as palavras e toda poesia ...pois que a alma de tão só, anda vazia.
madrugada 130710-1:38