[do segundo olhar]
Esse olhar assusta-me... e essa segurança dissimulada envolve aos poucos.O coração frágil arma-se , como quem espera batalha ...acostumou-se.Mas não, são braços que abraçam ingênuos,buscando talvez um bocado de ternura.Encanta-me essa maneira despretensiosa insinuando segredos sem nunca os revelar, do contrario não os ouviria.Quis dançar entre os planetas, ensinando caminhos pra via –Láctea ...estrelas apagaram-se.Não disse nada,nada escutou...sorriu..e de novo, encantou-me. Esse olhar que me sorrir suplicando ternura e despretensioso diz : ‘toda verdade que olha é coisa incerta’...assusta-me ...e encanta-me.


Voa coração ! ...ou então arde.(Eugénio de Andrade)