Do aconchego da cama os sonhos sobrevivem acontecendo... Ela está agora brincando em campos de girassóis ...tão meiga,na sua mente ela é ainda tão menina, sabe que tem sonhos que precisam voar mas os aprisiona em uma gaiola de prata,presente da infância.Tem nas mãos o fogo de deuses adormecidos, restringe a liberdade dos sentidos,os vive de fora pra dentro...o que é de dentro pra fora a desespera e desampara...não aprendera ainda a tocar o céu com as pontas dos dedos e que a confiança no que é bom também a frustrará e que saber lidar com estas frustrações a tornará forte diante da vida. Num dia azul de outono ela acordou embaixo de uma árvore dos sonhos, com longas raízes que a abraçavam com braços de mãe, protegida... não havia lembrança de como chegara ali,também não importava o caminho , a sensação que a guardava era o desejo de um amanhecer novo, e nada era maior que isso naquela hora,nem mesmo suas indagações sobre esse universo(dos sentidos) tão inexplicável.Olhou em volta com olhos de comer mundo e tudo era tão luz que seu coração de ontem nem mesmo lembrava o anteontem que era cinzas.Sorriu para o que sorriu pra ela e atirou-se para “aquilo” desconhecido e a que intimamente chamou de “vontade de viver em ti ainda que pra sempre”,pois descobrira que o pra sempre pode ser amanhã, e que também pode causar estranheza e solidão...e isso dói...dói tanto...mas corajosa atirou-se atada aos sonhos,sem nem mesmo saber se eles seriam capaz de amparar a sua alma-flor.De dentro do sonho, em algum momento ela irá despertar...
(na rota das estrelas - cap1,pag2)
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