[alí escolhi] abraçá-la
... com a empatia, o respeito, o afeto, com os quais a gente abraça um (ser)amado profundamente... Eu nem sabia ainda como poderíamos, juntas, mudar o rumo da história, e se saberíamos, mas, ali, eu escolhi... Escolhi assumir a minha responsabilidade terna por nós duas. Escolhi aproveitar a oportunidade oferecida pela mais nova armadilha engenhosa da mente, outra circunstância, a mesma frequência, a mesma substância.Ali, eu escolhi, pela primeira vez, talvez de uma vez por todas, olhá-la apenas com amor até a gente conseguir se curar e ser capaz de semear circunstâncias mais felizes, outra frequência, outra substância. Outra, bem-vinda, colheita. Depois daquele inverno tão sisudo, quem sabe, a vez do cheiro de flor quando ri da primavera.
(Mas então eu temo que essa semente não saiba como brotar,não desabroche...e com dor eu saberia com certeza,tudo teria sido em vão)
...é fácil lidar com isso? Não é não. Nem um pouco. Esse é um dos capítulos mais difíceis...: o aprendizado do respeito ao sábio tempo das coisas.
Ana Jácomo