[do amar]que consome-se
Era tão simples que chocava,tal como o amarelo da acácia num céu azul na manhã mais clara.
Disse ela : Vem, e desfaz a impressão que causaste.Porque talvez ainda não entendas o que venho a dizer-te desde sempre...em todos estes anos.De tudo, o mais terno...coloquei a mão no teu mel e vi florir a minha primavera,em rimas e versos do quase impossível.Quis tanto,mas tanto que jamais poderias supor,porque não sabes ainda o que és,embora pense que sim...quis te ver florir para a vida em todas as suas estações, e agora... será que entendes o que isso significa ?Para além dos meus,nunca quis tanto bem a alguém,nunca desejei tanto ser o bem para alguém,embora isso também não entendas,nunca necessitei tanto que quando as mãos se juntassem,ainda que assim,fosse o mais perfeito encaixe de mãos.

(Cartas para ninguém-cap23-construindo)