...fala com a propriedade de quem julga que conhece tudo,todos os sentimentos,as sensações,as teias...com aquela propriedade de quem se jogou ao mundo...As verdades(mesmo que ninguém nunca as conheça de verdade e apenas tenha a noção e o respeito pelo que sejam) desconstruídas,não as sabe...pois sente-se : tudo isso não está contido na superfície.E então é que se faz presente a sabedoria do tempo, a maturidade dos dias,o mergulho profundo dentro de uma imensidão de possibilidades,é o que chamam de um olhar através...pois sabe-se o que é linear tem seu fim no primeiro obstáculo...mas ainda haverá o tempo de perceber-se assim,ainda que tardio para o que é presente,porém infinito para qualquer futuro longe desse lugar onde tudo é mágoa e solidão e tantos pensamentos de dor pela própria dor,ainda assim...não para o mundo,não para alguém,mas para si mesmo.E então talvez aprenderá a tocar, e a sentir nas pontas dos dedos ,o infinito coração de tudo que nesse mundo(intimamente almeja) não consegue,por mais que tente...
Cartas para ninguém - construindo -FIM
“Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.” Fernando Pessoa




