Hoje foi dia de rever “Todos dizem eu te amo”.Me fez pensar...
nao o filme em si,que retrata o amor com
a sinceridade das emoções,mas o título.O filme é de 76/77 , e o título reflete
de certa maneira, atitudes do “agora”,quando o mundo tão adepto do
imediatismo,banalizam o amor de forma até que repugnante para alguns, e dizem eu te
amo assim como se trocassem de roupa,ou bebessem água pra saciar a sede apenas
(e a água no copo depois que mata a sede já não tem mais serventia,joga-se fora,é
sobejo) e esquecem que apenas se ama aquilo que se conhece a fundo,virtudes e
defeitos e ainda assim desejar permanecer junto, e pra isso é preciso
tempo,espera...Se apegam ao objeto do “amor”, na tentativa de
senti-lo,talvez...ou na (melhor?) das hipótese, enganar a si mesmo,criando
mecanismos de ilusão e na pior delas, enganar com um “amor”egoísta(já que visa o próprio interesse) e falso o sentimento alheio, que recebe o outro na sua
viva,acredita,confia.Penso aqui...Será que “o ser desesperado por amar”, sente prazer em causar danos,as vezes irreparáveis ,ou
são simplesmente indiferentes ,imersos nesse engano de amar,pouco se importando
? Tipo :”Eu te amo até enquanto não aparecer outro amor” ? Isso ? É enganar,
humilhar, torturar aquilo que é tão sublime :doar-se a alguém não por
imposições,mas pelo simples desejo de pertencer ao que desperta o verbo. Amor não
é apenas conquista,mas saber preservar.Como bem disse
Drummond :”Amor é o que se aprende no limite...”




