...a sensação das horas passadas era de sede e ruina,a maldade esculpida, moldada a carne viva,corroendo feito lepra sem ao menos ter o conforto de uma nova pele em reconstrução.Derramou-se soterrada entre os escombros de si mesma.
Era o desinteresse pelos velhos livros da estante que lhes traziam conforto num segredo :entre eles amareladas cartas de amor e amizade rabiscadas a nanquim onde ainda ardiam borrões fixados pelo pranto ; tortura e alma... quase uma súplica do pensamento ao longo dos anos de afeto.Brotam lágrimas da saudade, que irrigam a flor seca já despetalada e a muito esquecida na dobra do papel...ainda existe alí um perfume,um odor.
Quisera ela, um dia ser essa flor ...que não morre.
Cassiopeia-Trinta Desejos