[da dor]primitiva
Nasci com asas que me foram arrancadas na hora do parto.Na hora,entristeceu minha carne... mas eu não entendia dor.O tempo começou a correr,rodeava meu ser como que me protegendo da minha própria ignorância,e eu entre os meus respiros de leveza não entendia a brutalidade dos dias.Depois,apenas um pouco depois me atiraram á cova de leões,e eu sem entender,comecei a rugir como eles...me adaptei bicho,ferindo e sendo ferida,revelou-se a dor instinto...sem entender sobreviver.Um dia me atrevi fora da cova,descobri o fogo da claridade e os meus olhos perceberam-se nus,e eu vi ,feito praga,o que sou.Era a minha inocência tombada.Eu, território de vias intermináveis,nasci ave...No lugar das minhas profundas cicatrizes, forjei(me) asas.