[da(quase)epfania] do instante
Muitas vezes abrimos e fechamos uma gaveta...procurando ‘talvez’ o quê ? Ou talvez (re)a-ver algo a muito esquecido e bom, de (novo),ou talvez para (re)afirmar a nossa existência em algo...É assim também as tantas vezes que nos perdemos,nos jogamos no fundo de algo minúsculo e alí permanecemos a mercê da escuridão,ar escasso,ausente saídas,e mesmo quando se tateia caminhos,nenhum nos agracia com um fio de luz, pois que é sempre o mesmo caminho.... o mesmo até aquele limite,sem nenhum desejo no entanto de olhar por cima da barricada de entulhos,pedaços de papeis amassados,chaves que não encaixam em lugar algum,caixas vazias, trapos ...nos acostumamos,e vamos e voltamos todos os dias,e sempre o mesmo caminho... desejando que nos (re)encontrem, precisem de nós, que encontrem felicidade por nós.
-Mas há aqueles que num ímpeto olham por cima ,irrompem e caem das gavetas, e seguem por outros caminhos que não os mesmos.Ainda bem ...
Daí lembrei de : 
"Como quando se tira um vestido velho do baú, um vestido que não é para usar, só para olhar. Só para ver como ele era. Depois a gente dobra de novo e guarda mas não se cogita em jogar fora ou dar."
Lygia Fagundes Telles

...e dessa música que andava por alí esquecida,e que de tão linda ,e por alguma razão que não apenas essa  me emociona :