[viva de lembrar]não apenas...
...absorvendo a noite... assumo choros e medos,antes não.Antes havia erguido uma fortaleza bem aqui ,aos pés de mim...além de protegida ,queria me manter forte.Queria(na minha ingenuidade)bater na vida do mesmo jeito que ela me batia( talvez fazendo jus a essa minha veia judaica ”olho por olho, dente por dente”)Antes do quê ? Lá, quando sentir-se segura diante dessa vida significava apenas busca por esperança.Em tudo e por tudo,posso dizer...era um momento de compreender unicamente pela emoção prevenida...desterro...algo assim como fazer um testamento em vida, ás pressas com o pesado fardo de não esquecer de nada.Solitário sim...e como expressar-se para a vida sobre o julgo de uma espada apontada para a sua cabeça ?Espada essa que poderia decepar a qualquer momento,sem aviso prévio...mas quem precisava de aviso prévio ? Eu não... A vida (des)acelerou, estacionou no meio da rua e já não sabia aonde ir.Não sabia mais estar igual de um modo diferente...precisava daquilo que passava no acostamento,meio-fio...qualquer coisa que me fizesse sentir.Que me fizesse querer respirar,mover,pensar,olhar...a querer me olhar também, frente e verso.Aquilo que me alcançasse pela própria vontade e fé...Recíproca ? Sentimento de luxo.Queria qualquer coisa desnaturado,sem hora ou data marcada... Triste foi -sem piedade,piedade é para os fracos,eu não sou disso- pensava...e imaginava uma outra vida como forma de resignação,porque essa, já havia perdido...De repente eu não sabia entender que precisava deixar que a vida me vivesse para que fosse realmente minha.Entender que a minha história com essa vida precisava de c(alma), e muita,mas muita vocação para ser (re)escrita. ...enquanto olho pela janela e vejo a noite, e penso que agora a noite está lá fora... me sinto confortável para assumir esse choro,e os medos e qualquer vontade de querer ser feliz.
Esperei sim,muito por esse choro de agora ...
 "Na cálida textura de um rochedo. Devo gritar Digo para mim mesma. Mas ao teu lado me estendo Imensa. De púrpura. De prata. De delicadeza."Hilda Hilst