[diário de bordo]São Paulo
...das coisas que mais gosto é admirar(ok,e não apenas admirar, é bem verdade) antiguidades, sinto prazer naquilo que é carregado de memória.Este findi estivemos em Sampa(bem corridinho,minha metade estava a trabalho...e meu D-us, como eu estava com saudades de tudo aquilo!)um tempinho e fomos ao MUBE (museu e feira) ,e é impossível ficar só de expectadora diante de tanta raridade e beleza(e amigos, confesso...gastei até o que não devia,mas feliz da vida,xexusss!!!).Enfim,gosto do velho,do requinte de delicadeza dos objetos, atado a memórias de um momento que se eternizaram alí,gosto das imagens que intimamente crio pra identificar o momento de criação de cada um destes objetos.Não importa de quem eram as mãos que os tocaram,importa que eram mãos gentis,mesmo nos que mais inspirem agressividade.E como amo mãos gentis!

daí lembrei isso: "Há pequenas impressões finas como um cabelo e que, uma vez desfeitas na nossa mente, não sabemos aonde elas nos podem levar. Hibernam, por assim dizer, nalgum circuito da memória e um dia saltam para fora, como se acabassem de ser recebidos. Só que, por efeito desse período de gestação profunda, alimentada ao calor do sangue e das aquisições da experiência temperada de cálcio e de ferro e de nitratos, elas aparecem já no estado adulto e prontas a procriar. Porque as memórias procriam como se fossem pessoas vivas.”
Agustina Bessa