[do meu caderno interior(e sim, eu tenho um caderno interior)] aonde anoto passagens significativas ,e por vezes folheio...algumas divido,outras não.

...foi aquela cara de criança que descobre que papai noel não existe quando soube que “para sempre” um dia acaba.Imersa no pavor perguntei-me : E eu, o que faço se os meus instantes não são os das coisas breves ? (confesso,ainda procuro respostas)

...aqueles dias estavam cheios de pessoas,e eu sentia-me sensível pela dor de alguns.A morte de outros devolve o espirito de compaixão tantas vezes por nós esquecido.Embora eu não sinta a morte como algo infeliz,ela provoca uma saudade doída.

Eu bebi aqueles segredos como noivo que teme a ausência da noiva no altar...eram tão profundos que me assustavam. Eu sentia receio de não saber como guardá-los.(é com alegria que percebo que o tempo passou, e eu ainda os tenho,no meu mais profundo)

...surpresa quando descobri que D-us é o que de mais terno habita em mim.
Foi Ele,inclusive, que me ensinou o sentido de  M A N S I D Ã O.

Minha bubbee(avózinha) tinha mania de guardar flores em livros...hoje quando as encontro secas,marcando uma passagem ou outra,algumas retendo perfume ainda... eu sorrio pra minha avó,pois sei que é ela sorrindo pra mim.

Ao meu primeiro amor eu (de lembrar)digo..." porque a vida passou antes que pudéssemos viver."(Victor Hugo)
 Porém o teu nome fez morrer e ressuscitar inúmeras vezes o meu ser.

...ansiava, indescritível o dia em que finalmente consegui olhar-me no espelho...era o meu EU maior se (re)conhecendo.A minha verdade atestada.

Sentida relembro...aquela velha falta de jeito para o improvável já me fez seguir antes.

...sanha,a solidão imposta à minha alma infantil.As minhas emoções eram um quadrado.E foi assim, até eu perceber que existiam círculos, triângulos,linha reta,ponto de fuga...(a não ode à minha infância gentil)

...e então eu me descobri morta,ainda que viva...e meu único temor : que a minha vida fosse apenas mais uma vadiazinha inexistente,sem brilho,sem glória (isenta de soberba) diante das próprias conquistas.

Algum tempo atrás ao olhar esta fotografia eu tinha a certeza de sentir paz,era eu e o mar apenas ...hoje eu sinto uma espécie de ansiedade,que lateja,pulsa ...é como perguntar: o que há de vir ?



do dia :
Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente.Shakespeare