Tudo dorme,menos eu...pelo menos é assim que sinto o momento,
nesse completo silenciar de (quase)todas as coisas,abdicando do meu calor essencial de todas as
noites,para que a minha insônia não sinta-se uma intrusa(shhh).Pensando aqui
nas minhas escavações interiores...há nessa hora certos tipos de coisas com as quais
os meu emocional não se alinha muito bem,e incomodam.Penso nelas numa tentativa
de traduzi-las a olho nu.Talvez sejam minúcias isoladas,inquietantes minúcias
desse ser em ebulição.
Acabei de ler no Hanói de Adriana Lisboa,pg>186 que”...querer
não é um verbo sinônimo do que pensei...é um verbo físico,não mental...se
conjuga com o estomago,com os músculos, com o frio das mãos,e o nó esquisito na
parte inferior da garganta,não com ferramentas de sabedoria e ponderação....acontecia
no mercado negro das decisões conscientes.”O que bem traduz a sensação”Eu quero
saber(do instante)”. É um parto quando entramos num processo de entendimentos
para os nossos motivos,ser uma leitora de nós mesmos,(principalmente se as
descobertas significarem revolução).É um soar frio de
pensamentos,vaporizando...Daí vejo,o que não faz um crédito,um passaporte para
o futuro né mesmo ? E agora me sinto prenhe de descobertas,acontecimentos do
que vem,é como revolver a terra,preparando esta terra para o plantio,para uma
nova estação.
Dia...




