[da madrugada]
do canto imenso das cigarras lá fora,do meu vôo por sobre o
momento em quase letargia,e da minha sede infinita: decifrar.dos rituais da
alquimia,e grãos em florescência.dos insetos fazendo festa ao redor das lâmpadas,do
forno e da lenha tornando brasa,da tempestade enfurecida, e da chuva na calha
que desce rio,do corpo e da febre,e dos silêncios saciados,das meias que calçam
os pés.da mata ainda escura ,e dos vagalumes que vigiam,dos acordes da harmonia...tudo Ser,livre como
Ser.tornar a Ser.




