[de dentro da concha]
Então, olá.Quieta aqui, sem muita coisa a dizer,mas não quieta por não ter objetivos,ou estar ociosa,ou distante ,ausente,ou infeliz...pelo contrario,me sinto bem feliz até.É  que as vezes sou levada a uma fadiga interior tão profunda que o desejo é tornar-se fumaça levada pelo vento ,destes que disparam em todas as direções, dissipando-se.É uma agonia de tudo, como se não houvesse salvação.Penso ...penso não, sei que sofro de fadiga existêncial,isso de querer sempre um motivo maior do que este que eu tenho para existir...sei lá, não sei explicar,confesso,pra dizer a verdade já nem tento, é um sentimento que já é parte de mim, como um braço, uma perna...E  começo também a respirar pelas mãos,e a respousar as pálpebras,densa,inacabada...e meu D-us ,ando extremamente cansada da máxima para toda ação há um reação...são exatas,é tudo muito certinho,muito esquematizadinho...muito muitinho.Existe um volume aqui que  nunca chegam a somas e resultados satisfatórios,é tão interior...não, espere ...é raso mesmo, posso tocar, estou tocando...é que talvez eu tenha simplesmente que aceitar que alguns vazios não se preenchem jamais.   Mas... como dizer que muito consciente ,não posso simplesmente me acostumar com o que(quem ?)nos impõe ideologias normativas ?

Desarma e gera.Continuo a arder.